quarta-feira, 15 de junho de 2011

Esverdiados de Sol

Esverdiados de Sol,
refletem aquilo que chamam,
aquilo que querem.
Querem?

De sóis em sóis,
esquece e relembra,
até quando não se esqueçe,
do que agora se lembra.

Por malucos estranhos,
medrosos fortes valentes passou.
Nos Esverdiados de Sol visível é,
o que agora a decepção estagnou.

Da subserviência da cidade aos pés.
Das manchas de rostos passados descompasados.
 
Esverdiados de Sol, espera seu sol...
Autor: K.Rodrigues

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dos Seus


Perigosos são os olhos de poeta,
Que alimentam-se de pensamentos
E têm sede de porquês.
Fogem e procuram de maneira discreta.

Causadores do rubor da face
Que queima de dentro para fora
Buscando em vão um disfarce.

Fazem num ritmo alucinante
Dançar pés e mãos,
Descompassados e perdidos,
Sem lugar naquele instante.

Ousados ou corajosos?
Pedem confiança a alguém
Que nunca teve motivos para acreditar
Nos olhos ou nas palavras.
Autora: Nubia Batista
Resposta de: São Eles

quinta-feira, 9 de junho de 2011

WOODKID - Iron (Ferro)



tradução:

No fundo do oceano, morto e jogado fora
Onde a inocência se queima em chamas
Um milhão de milhas de casa, estou andando na frente
Eu estou congelado até os ossos, eu sou ...

Um soldado por conta própria, eu não sei o caminho
Eu estou montado até as alturas da vergonha
Eu estou esperando a chamada, com a mão no peito
Estou pronto para a luta, e para o destino

O som dos ferros se chocando está preso na minha cabeça,
O troar dos tambores ditames
O ritmo das quedas, o número de mortos
O levantamento das ordas, à frente

Desde os primórdios do tempo até o fim dos dias
Vou ter que correr, para longe
Eu quero sentir a dor e o sabor amargo
Do sangue em meus lábios, mais uma vez

Esta explosão mortal de neve está queimando minhas mãos,
Eu estou congelado até os ossos, eu estou
A um milhão de milhas de casa, estou indo embora
Eu não consigo lembrar de seus olhos, de seu rosto
Kelvin: 
Achei muito interessante a "pegada" da musica
e o seu tema, meio que chegada da 
era "tecnológica" trouxe de mal junto com o bom, e resolvi compartilhar.

sábado, 4 de junho de 2011

O Colecionador de Palavras

Outro dia mais um dia.
Pensando nos valores,
     nas coisas,
     no todo.
O que faço o que prego,
     o que olho o que espero.
Vejo,
     com sorriso,
     tudo.
     Todo.
Gosto delas
     que vivem comigo.
     Coleciono as que vem,
     e corro com as que ficam.
Defeito?
     Sina?
     Jeito.
No fim de todas as contas,
     me vejo.
     Parado, olhando
     Pensando,
     sorrindo.
Para as próximas passadas.
     Para as próximas palavras.
Esperando para serem arrancadas.
     Esperando para serem absorvidas.

E percebo com clareza,
o que eu faço dessa vida. 
Autor: K. Rodrigues


 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Realidades(?)

Talvez o conhecimento possa estar fundado só na antipatia, na malevolência e na repulsa.
Este é o único sentimento do qual podemos estar seguros, e no qual podemos reconhecer reciprocidade e coerência, e com base no qual podemos estabelecer que um outro ser humao existe verdadeiramente para nós. Só a inimizade nos torna o próximo conhecível.

Trecho da Cronica "O sósia"
de Eclair Antonio Almeida
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...