sábado, 5 de maio de 2012

Graciosa Lua


Lua Cheia hoje,
Cheia de tudo
Cheia de muito
Brilhante por natureza,
Mas sabe que reparo sua beleza.
Almejo,
E a tenho quando a vejo,
Quando brilha no sorriso abraço e no beijo.
Autor: 2 pessoas 
e uma agenda cor de creme

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Rumo de Poesia

Hoje eu quero escrever,
hoje meu lapis dança(?)
ou digo dedos e teclado?
falo sobre a modernidade?
falo do amor e sabor da poesia do cio?
do ócio do trabalho da monotonia?
crise de poeta de gosto de assunto do rosto?
vontade de ter de ser estar caveira e Shakespeare?
ser de praxe ser utópico estúpido escrúpulo?
perguntas perguntas perguntas;
respostas de dúvidas;
isso move o mundo? 
pensei que era a gravidade.
Ou é criatividade?
dúvida?
fica ai natividade,
nativamente estático da crítica do estado.
Não disse nada ein, foi só pra rimar, sem culpa,
culpe a poesia que se faz sozinha.

Autor: Kelvin Rodrigues

terça-feira, 1 de maio de 2012

Continuidade


Acho que ri
perto de um riacho,
acho.

Talvez por que
achei um riso
perdido acima do rio.

Um riso que derramou,
transbordou,
ou foi só que a água levou.

Mas deixo que ele leve o que acho
por dentro do riacho
pra que outro alguém possa achar.

Autor: Kelvin Rodrigues

Linha


Não procure perfeição, não procure A pessoa, não procure. Não precisa. 
Talvez não seja A pessoa, pode ser a B pessoa, C pessoa, D pessoa, não importa, saberá quando terá o primeiro lugar.
Mas não pense nisso agora, esqueça isso e tudo que eu falei e vá viver a sua vida, vá viver em linhas tortas, indo daqui e dali se quiser, curvas fechadas ou abertas, correndo em círculos ou só siga a estrada, a linha.
Seguindo sem perceber se for do seu gosto, seguindo de um jeito ignorante, mas não ignorante no modo pejorativo mas sim no sentido de ignorar, esconder de si mesmo algo e tudo mais.
E quando chegar irá perceber que todas as linhas curvas/turvas foram só uma única linha reta.

Autor: Kelvin Rodrigues

Pegadas de Areia

Para passada dada
pode ter tido
uma pedra passada,
um morro andado,
um morto do lado, cansado.

Passada já é passado,
é ideia com perna,
Aconteceu e agora
está tudo na terra,

enterrado no fundo
da superfície,
crosta,
planície.

É onde germina com água,
onde termina com nada,
onde brota na palavra,
onde morre na lágrima.


Autor: Kelvin Rodrigues
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